segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Marte

Acho que cheguei cedo, talvez deveria ter esperado mais uns anos ou poderia nem ter aparecido, mas to aqui. E sabe aquele barulho que o coração faz, que seria como pular em uma cama elástica e apenas sentir uma respiração e o vai e volta, e perceber que sua cabeça não está mais ali, mas seu corpo continua vai e volta, como o barulho do coração.E você percebe que poderia ficar horas ali pulando, mas cansa, ou você esbarra em alguém e cai e quando cai você respira fundo e fica perto do céu... Quando está perto do céu não existe motivos para ir embora.

-Está vendo aquela luz, ela brilha igual a lua, mas não pisca... É Marte!
-Não, não é Marte.
-Então, se é uma estrela é de qual Constelação?
- Bom, não dá para vê nenhuma estrela perto, talvez de nenhuma.. É uma estrela solitária, como eu.
-Ahh...Então é Marte!!!
-Olha ali, olha lá... Aquela estrela ali também não pisca!
- Ahh, então essa é Marte e a outra é outro planeta.
- Não nem Marte, nem outro planeta.
- Ahh não...
- O que foi?
- Ela piscou!!
- Viu te falei que não era Marte! Bom quer saber se bem que aquela estrela pode se chamar Marte, porque agora ela é sua... E o que é seu você deve cuidar!
- Viu, Marte! rs Então vou cuidar dessa estrela solitária, Marte!

Norte, sul, ás vezes você se perde no tempo, na vida ou simplesmente no caminho e uma das alternativas, na noite, é olhar para o céu e você vê aquela estrela, aquelas estrelas... Constelações que te mostram a saída, a direção, o norte, o sul.

Sabia que para eu não me perder em você eu olho para as estrelas, assim vejo como elas estão distantes e vejo o quão é longe chegar lá, mas posso olhar para elas sempre!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Onde se compra tempo?

As vezes nem palavras, nem forma certa de agir, nem lá nem cá. E mesmo a gente tentando sonhar um jeito certo, um encontro inesquecível... As vezes não sai como nos filmes, ou como no youtube.
Então dá uma vontade enorme de pedir desculpas por te tentado...Mas desculpas, é algo que só deve ser pedido se realmente existir um motivo. Então não peço desculpas por ter entrado em sua vida, ter feito você pensar em mim ou simplesmente eu ter feito você perder tempo no telefone, nos olhares, nos pontos de ônibus ...perdido seu tempo.

Eu sei que não mudei sua vida e sei que você nem vai se lembrar de mim nos próximos... nos próximos, bom não vai. Mais saiba que você mudou a minha, não porque você ficou muito tempo, mas sim porque você ficou o necessário.

Se eu pudesse te daria todo tempo perdido comigo, mas onde se compra tempo?
Eu ainda não sei, mas vou procurar!! E se não for pedir demais quando eu te devolver aquele tempo... Devolva meu coração, ele ficou na sua mão.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ESPERAnça

Não te perdi. Eu me perdi. E assim fiquei... Olhando durante um tempo para aquele ônibus, para aquela despedida, para aquela indecisão naquela janela que você gostou com aquelas flores e aquele vento. Imaginei todos aqueles planos fantasiados que eu tinha sonhado, aqueles planos que eu jamais saberia se iam existir, não porque a gente não sabe do amanhã, mas porque você me abria os olhos a cada dia. Então respirei fundo.

E assim perdi a vontade de seguir em frente, de olhar pro lado e te vê distante. E então perdi a vontade de fazer de você uma história, e sem mais pretensões você virou só momento e então perdi a vontade de me irritar por esses momentos que acabariam logo. E então te avisei. Agora você poderia fazer o que deixou de fazer por minha causa. Te expliquei de forma sucinta minha decisão e segurei, disfarcei mais uma vez, como segurava e disfarçava sempre a vontade de chorar. Não que eu fosse forte, mas tinha que aparentar ser. Nos primeiros cinco minutos vi meu mundo caindo aos poucos, mas depois achei mil maneiras de me confortar.

Queria dizer que não me arrependo de ter entregado a você um pouco de verso e um pouco de esperança... Que te mostrou que sempre existe uma saída mesmo que possa parecer impossível, mas só se resolve se tentar. Mesmo que se erre muitas vezes.
Bom, mais acho que ainda faltou esperança para continuarmos seguindo em frente. Talvez se eu tivesse falado menos sobre signos, menos sobre o futuro ou pensando menos em planos, é aqueles planos que sonhamos e que quase nunca acontecem. É, sobre esses planos eu devia ter pensando menos, pois eu sabia que era melhor não fazer planos com você. Se eu sabia de tudo, então porque eu não falei menos de você, de mim... de nós. talvez não pensasse tanto na despedida, nos problemas, no futuro, no fim. Porque esse fim era esperado. Mas eu ainda tinha esperança, por isso acreditei na gente.

Sei que ainda escorre água com sal que chega rapidamente até minha boca, quando lembro de momentos, mas seca poucos minutos depois. Talvez seja a esperança de você bater na minha porta, de você dizer que fica, de você ter certeza que quer. Mas vá agora, ainda cedo, ainda quando a brisa consegue secar as poucas lágrimas que escorrem pela face.

Eu podia sim esquecer tudo e viver o agora, o momento, o dia e a noite, cada segundo, mas eu vou viver sim, mas com esperança. Porque ainda não sei viver sem a esperança de ter você pra sempre ao meu lado.

sábado, 24 de setembro de 2011

Na mesma linha paralela do amor

Uma bolinha, um brinde e mil e uma lembranças.
É, acho que combinamos nem que seja nas desilusões, no jeito de fazer alguém sorrir ou mesmo nos choros escondidos.
Combinamos ainda mais nos sonhos ainda não vividos, na esperança depositada no hoje e nas lembranças de um ontem ainda latentes na memória e no coração.

Ainda lembro de quicar a bolinha na rua de onde você morava, quando ainda nem sabíamos que nos tornaríamos hoje pessoas mais maduras, mas que ainda vive numa linha paralela do amor. Detalhes pequenos, esperanças que nunca perdemos e quando pensamos em desistir... Olhamos pra cada sorriso que a gente põe na boca de alguém e isso nos faz perceber que sempre a um bom motivo pra recomeçar.

Que o brinde com a coca fria e calculista, que prometemos ser igual um dia esteja apenas nas nossas lembranças, em um ontem inesquecível, mas que ficou pra trás ... Porque sabemos que jamais conseguiríamos.
Hoje faríamos um brinde diferente, um brinde ao tempo... Para que ele seja vivido a cada segundo, não deixando nada pra depois. Como fazíamos, pois lembranças não faltam.
Lembranças que não me fogem da memória, posso contar mil histórias momentos bons, ruins, difíceis, simples, bêbados... Momentos marcantes.

Sinto a sua saudade, mas temos que seguir rumos... Eu sei.
Mas sinto falta de ter você ao meu lado conversado comigo sobre o amor, que um dia ele chegaria para mim... E que achava bonito como eu não perdia nunca a vontade de me apaixonar de novo.

Sabe porque nunca perco... Pois eu sei se 'o amor' me derrubar você vai existir pra me fazer sorrir.

Te amo brother.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Eu não olho mais pra lua.

Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas que me diga logo pra que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. E não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranquilidade possível que estou só, do que ficar a mercê de visitas adiadas, encontros transferidos. Caio Fernando de Abreu



Eu não olho mais pra lua, mas ainda vejo o tempo passar.

Acreditei em você, ainda lembro do seu pedido, vamos tentar? E eu disse sim, querendo dizer não. Te achei corajosa, te admirei naquele momento e pensei que fosse a pessoa certa em um momento errado. E quer saber eu acreditei em você, mesmo não acreditando em nós. Por isso disse sim, mas o medo dizia não.

Em bilhetes trocados, escrevíamos ‘sempre’ e eu e minha mania de ouvir músicas e acreditar nelas. Tive então mais medo ainda, porque o pra sempre acaba. Acaba, porém a cada fim é um recomeço. Mas essas coisas de pra sempre, sempre me incomodo muito. Bom, eu tinha medo sim, mas achei que você seguraria minha mão dessa vez e então olhei pra lua e em seus olhos.

Não sei te dizer se é um adeus ou um até logo, mas não pense que não lutei por você. Espero que você saiba que fiz jus à coragem que um dia eu admirei em você. Sei que não dá pra sentir saudade de momentos que foram sonhados, só queria que soubesse que eu teria ido com você. Se seria bom ou não, eu não sei e acho que nunca saberei, mais iria ser mágico.

Mas de tudo queria agradecer. Obrigada, eu não tinha mais esperanças quando você me achou, ou não sei ao certo quem achou quem. Estávamos ali e pronto, era o momento. Não que minha esperança tenha voltado como era antes, mas ela percebeu que não a motivo pra desistir.

Desculpa se eu ainda lembrar de olhar no relógio, no fim da tarde; ou de pensar em você, saber se está bem ou se você chegou bem no fim da noite em casa. Vai passar, prometo.

Já ia me esquecendo a resposta é sim. Eu tenho que te confessar é eu ainda olho pra lua. Todos os dias, mas eu sempre olhei.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Se um adeus fosse fácil.

Adeus. Uma palavra de despedida, simples e objetiva.
E se por trás de uma despedida fosse tudo assim como a palavra adeus: Objetiva e simples; que as lágrimas não escorressem nem mãos suassem e nem a dor fosse tão forte que a respiração oscilasse. Se nada disso acontecesse era tão fácil dizer adeus.

Poderíamos sim, ser egoísta e dizer adeus e ir embora sem nem querer saber se quem ouviu está bem, mas no fundo doí. Toda despedida doí. E no fundo somos mesmo simples egoístas e as vezes não fazemos não por medo que o outro não esteja bem, mas porque você sabe que você não iria ficar.

Existe o adeus, e as vezes é preciso ir embora mesmo, largar o que te faz triste. E a certeza disso vai aparecer, pois muitas vezes não tem volta. Mas o que te faz triste não precisa voltar. Porém o que não é do jeito que você quer naquele momento te faz chorar.

E muitas vezes o medo do adeus é o pior dos sentimentos, você quer dizer e não consegue. E tudo fica complicado. E muitas vezes você nem sabe o que quer... E deixa tudo para depois e um depois que pode não chegar. Um adeus doí, mas uma vontade não feita doí mais.

Então foi assim que ele escreveu seu primeiro Adeus, rabiscou seu caderno preto.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Atos cansados

Disfarço amasso que declaro em laços perdidos
caço, passo e faço do aço a fortaleza de um maço mastigado de agonias...
Como se o prazer fosse interrompido por fatos e sobrasse a falta de um abraço... Sem harmonia.
Se eu dançar no compasso me acho, mas me perco no espaço
e assim eu sinto a sua saudade e me desfaço.

Se as vidas não fossem unidas por palavras sem emoção ou encontro repentinos.
Ou se sentimentos não fossem tão fortes que abalassem o coração sem destino.
Talvez se eu parasse de procurar, talvez se eu não quisesse achar...

não encontraria o adeus!