segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Em transe

Se você parar pra pensar existem pessoas que morrem de repente: Bala perdida, acidentes, aneurisma, ataques fulminantes, doenças não descobertas, mortes súbitas... Ao vermos essas mortes ficamos sem reação, sem saber o que aconteceu ou o porquê que aconteceu e isso demonstra o quanto somos súditos de nos mesmos ou do destino. Tem vez que a vida passa na frente dos olhos, ocorre quando você se salva de algum acidente, doença, bala perdida... Você renasce.
E descobre que você não controla nada e percebe que o próximo dia pode não chegar e passa a da um valor maior na sua vida e deixar as pessoas que você ama com palavras de conforto.

Eu procurava algo naquela luz no céu. Olhava tão fixamente para a luz que não me dei conta de algo se aproximando. De repente ouvi gritos e corri.
Naquele momento eu precisei correr como nunca havia precisado, corri sem pensar.
E vi tudo em câmera lenta, olhei para tudo e via escuridão... Segundos após via a vida de novo em meus olhos. Não foi como morrer, assim não lembro qual é a sensação da morte. Meu coração não bateu acelerado; minha mente não pensou, minhas pernas apenas correram, mas algo de mim ficou parado naquela cena.

Eu não acreditava que estava viva, mas também não acreditava que eu iria morrer. Minha mente simplesmente parou. Às vezes dá vontade de chorar, dá vários calafrios e, se fechar os olhos, o que poderia ter acontecido torna-se cada vez mais próximo. E se... E se... Pronto to aqui agora, mas aquela minha sensação não se descreve em palavras...

No fim da noite depois de quase morrer... Morri, mas naquele momento morria de amor, um segundo de cada vez... A cada sorriso, gesto, palavra, seu cheiro, a cada olhar... E assim um pouco de mim ia embora. E o pior quando tudo era real... Quando eu ouvia ‘queria te beijar agora’ ou quando te roubava beijos em lugares perigosos em que poderíamos ser vistos, mas morrer de amor era muita adrenalina para meu coração! Ainda sinto seus beijos... Seus últimos beijos ao lado do carro no chão do asfalto escuro.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Déjà vu

Doze horas sentidas por um coração de pulso repentino e descontrolado. Como se todo o acontecido fosse apenas segundos passados na mente e nada mais. Lembrando de cada segundo já vivido. Me assustava...Pois talvez eram lembranças passando estranhamente pelos meus olhos e assim lutava para fazer diferente, mas não se muda o destino.

Ainda duvido de algo tão por acaso e por isso arrisco que foi uma vingança de um passado amargo. Um passado branco apenas. Tudo está feito e não tem como voltar atrás.

Foram 12 horas de tudo que poderia ter acontecido do amor ao ódio, fechamos o ciclo que não deveria ter surgido. Porem ainda creio que ainda exista amor na face da terra. Não esse amor, mas algum por ai que teve coragem de se arriscar pela vida passageira e pelas diferenças que encontramos dentro do profundo particular.

No final restaram quadro coisas: A primeira, que não importa o quanto queremos que de certo, tudo na vida pode da errado. Segunda, havia uma parte que eu não queria aceitar – e eu não sabia que poder essa parte teria- e essa parte só tinha sede de prazer. Terceira não importa quanto o inicio seja perfeito ele sempre vai acabar e talvez não do jeito que queremos. E quarto e último sempre fica um pouco de saudade de algum momento.

E isso talvez não tenha importância, pois seguiremos vidas opostas, vidas que não se encontram como as tais linhas paralelas que, existindo no mesmo plano, nunca se tocam. Mas ainda fica a sensação de já ter visto isso antes.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Apenas eu e você

Não me esqueça. Há coisas que acontecem em nossas vidas que existe um porquê, mas não devemos declarar. Nem sempre o rumo das nossas vidas acontece da forma que queremos, mas não podemos desistir de correr atrás dos nossos sonhos.
Preciso que meu futuro seja você por isso luto para que ele aconteça. Eu fui embora, eu sei, mas é porque te quero muito e só longe poderia construir algo.
Voltarei... Só pra te buscar. Pra ficar ao seu lado, frente a frente e nunca mais separar.
E se um dia minhas palavras não corresponderam aos fatos é porque não te queria por uma noite, nem por um dia e sim porque te quero pra sempre...
Nunca esqueci seu rosto, seus beijos, seus carinhos e mimos...
Ainda lembro da sua face triste dando adeus por fora do avião e seu jeito sereno de não saber quando iríamos nos encontrar novamente. Eu confusa voltando para onde não deveria voltar, mas teria que voltar.
Quando voltei para onde nosso futuro está, percebi que às vezes é preciso sofrer para ter o que quer e hoje eu que choro... Um choro de certeza que preciso da sua voz, de seus suspiros, da sua saudade... De você meu amor.
Eu sei que sente o mesmo que eu sinto. É amor, é recíproco e verdadeiro, é eterno. É apenas eu e você.

PS: Resposta ao texto "Lembranças dessa viagem " postado nesse blog.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A garota sem sentidos e o príncipe encantado.

Surda, muda e cega. Ela era apenas uma garota linda, como todas do reino.Mas apenas uma servente do palácio que ajudava a tricotar, pois era a única coisa que podia fazer no reino.
E nesse reino vivia o grandioso príncipe, bem humorado, conhecido por todos e amado por muitos, sincero, entre outras varias qualidades.
Ele não escondia o desejo que sentia por ela. Lutava com toda a força que tinha para que sua família não o impedisse de encontrá-la.E escondidos se sentiam.
De qualquer forma ele sempre queria vê-la. Mas, ela sabia que ele se arriscava demais e que se o pegassem ele poderia ser morto por sua propria família. E assim ela o evitava. Ele triste, mas mesmo assim mandava cartas por debaixo da porta para ela... Cartas essas nunca lidas.
Ele sussurrava na fechadura palavras... Nunca ouvidas.
Ele ouvia um choro. Era apenas o choro. Choro de um passado que a perturbava.
Ela nunca ouvia nada...
Ele poderia ir contra tudo e todos, mas contra ela era impossível, se ela não o queria não teria como alcança-la.
E todas as possibilidades iam se distanciando...
Talvez o melhor mesmo fosse que o príncipe casasse com uma princesa, alguém da alta nobreza. Ou Alguém... Que não fosse ela.
Todos diziam que família de nobres tinham que casar com as famílias ricas, poderosas de um outro reino para se expandirem. E o príncipe casado com uma plebéia, era impossível de se admitir.
E ela talvez nem o amasse... E nem ficariam juntos para sempre.
Ele desistiria... Sim desistiria.
Porem um dia ela o quis, um dia comum, apenas um dia. Ela o desejou e abriu a porta do quarto, ele a levou para um local longe que ninguém pudesse incomodar. E ali mesmo tiveram a sua noite, depois beberam Martine e deitaram na cama de lençóis amarelos. Ao amanhecer chovia... Ela levantou...
Escutou o choro.
Viu sangue.
E disse adeus.

sábado, 14 de março de 2009

Lembranças dessa viagem

E eu que era tão decidida, tão assumida e tão corajosa e não pensava em me apaixonar de novo... Eu não queria pensar em gostar de você... Por que disse que me ama?
Por que me fez pensar que me amava tanto... Por que me iludiu com suas palavras soltas sem nenhum fundamento explicativo. Tantos porquês... E você não saberia responder nem o que eu sou realmente pra ti, quem dirá meus porquês!
Eu não conhecia muito bem você, mas também não desconhecia. Anos trocando idéias, versos e expectativas. E no dia que tudo acontece, no mês que tudo é pra acontecer... Tão rápido perco você.
Você foge... De mim, de você, de todas as suas palavras e do nosso sonho!
E foram momentos inexplicáveis que fez com que meu coração batesse por você.
Foi a vinda de uma realidade que me fez pensar que o longe pode esta perto, tão perto que a gente nem imagina. E quando tudo tava tão real, não era por mim que você chorava! E o real não se passou de uma simples lembrança na minha cabeça. Hoje e sempre?
Ainda sonho com seus beijos e birras, seu jeito de mentir pra mim... Penso em você e de como seriamos felizes!! E se você quiser correr pra cá de novo, não venha.
Porque não te espero mais. Não quero seu cheiro, nem sua camisa molhada com meu choro, nem as lembranças dessa viagem. Quero esquecer que um dia solucei todas minhas expectativas no seu colo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Eu só procuro um coração

Há muitos anos atrás quando viajei para uma cidade bem longe... À milhas de distância do ultimo palácio encantado existente ainda, um pouquinho afastado do lago vermelho.
Passando pela cidade encontrei uma loja que dizia em uma placa bem grande: ‘Corações à venda’.
Fiquei animada por ver que ainda vendiam corações para aqueles que não conseguiam achar os seus...
Entrei na loja rapidamente porque era aquilo mesmo que eu procurava, testei todos, mas nenhum encaixava no meu. Uns batiam muito fortes, outros fracos... Alguns constantes e até uns até descompassados... Surpreendi-me quando um quase saiu pela minha boca. Procurei pela loja toda, mas não encontrei a batida perfeita. E eu nem sei se realmente saberia qual seria a batida perfeita.
Perguntei ao vendedor se só ali eu encontraria corações. Ele me respondeu que ali jamais caberiam todos os corações existentes.
Saí da loja pensando onde acharia o tal coração. Fui caminhando e não sabia para onde ir direito, apenas andei.
Vi pessoas, animais, flores... Ela... O que? Ela? Ahm? Por que ela? Logo ela?... Meu coração saltava, bombeava, pulava e tudo mais que terminava com “ava” que caberia naquela situação. E meu desespero foi à tona, teria que fazer com que aquele coração quisesse o meu? Era a menina mais linda daquele reino ao meu olhar, era tão linda quanto a lágrima do amor. Tentei todas as fórmulas e poções encantadas e nada deu certo. Aquele era um coração confuso e o mais gelado conhecido atualmente.
Para todos que conhecem de coração, aquele era sim o chamado de pior coração. E o meu foi logo querer aquele... Fui atrás dele.
No começo foi uma batida mais rápida que a outra, mas como já era de se esperar em poucos dias aquele coração congelou o meu.
E o meu forte coração nunca mais bateu. Empedrou congelado numa caixinha de sapato ouvindo Fábio Jr.
E EU SÓ PROCURAVA UM CORAÇÃO... PARA BATER JUNTO AO MEU.

sábado, 7 de março de 2009

Para de show

Costumávamos apresentar eu e mais dois amigos, mas nessas últimas apresentações formamos um grupo de 4 (isso foi maldade) integrantes.
Coloquei o calouro na minha frente para introduzir (666) a terceira parte do show.
Eu descobri que o cara é bom!! Quando falaram ali atrás para mim: Entra... Entra, porque os banheiros estão ficando entupidos, o pessoal ta cagando de rir.
Desesperadamente eu pensei como avisar a ele que tenho que entrar... Rapidamente lembrei do celular, “bluetooth” e é claro que eu pedi o cel. emprestado pelo simples motivo de que eu não troco meu “1100” por nada, até porque preciso dele para entrar em casa (minha mãe muito conservadora nas madrugas e noites da vida não gosta que acendam as luzes quando chegamos em casa para os vizinhos não acharem que é uma casa de encontro, então ele é a luz da minha subida).
Peguei o cel. e mandei uma mensagem simples e objetiva: PARA DE SHOW.
Assim, consegui estar aqui agora. Como ele fez vocês cagarem de rir eu tenho que cortar essa maré. E para isso acontecer temos que falar de amor, o sentido real do gostar, porque isso é coisa séria.
Particularmente, quando gosto, faço loucuras e estas também me encantam. Eu já viajei 700 km atrás de alguém que eu mal conhecia, já me fizeram várias declarações inesquecíveis de tirar o fôlego e quando penso nelas até hoje eu choro.
Mas o que me marcou profundamente aconteceu na casa de um amigo.
Foi um bife.
Na verdade dois bifes.
Quando abrimos o prato da carne tinham dois pedaços sendo que um era maior que o outro. Eu ataquei com os olhos o pedaço menor e ele atacou com o garfo, também, o pedaço menor.
Qualquer um no meu lugar ficaria feliz, alegre e pulando de alegria afinal sobraria o maior pedaço... Mas ali eu pensei: Ele gosta de mim! Não haveria prova maior de amor nos dias de hoje. Pois com a crise e a inflação a carne está cara e a fome está muita.
Pensei que realmente existia alguém que gostava de mim. E quando eu resolvi contar isso pra vocês eu não saberia mesmo como fazer vocês rirem, até porque quando cheguei nessa altura do texto minha inspiração já era. Só contei o que eu acho que me lembro.

quarta-feira, 4 de março de 2009

O irmão do meu namorado



- Oi, primeiramente eu me chamo Cláudia e confesso que estou aqui por indignação. Eu tenho um namorado e meu namorado tem um pai, uma mãe e um irmão. Praticamente uma “família feliz”...
Queria deixar bem claro que a maioria dos homens, acha que todas as mulheres simpáticas dão moral para eles, isso é um fato.
Se você olha de lado, se você o abraça, se você pergunta como foi o dia ou simplesmente olha dentro dos olhos deles com aquele olhar irresistível... Já era! ELES APAIXONAM!
Como eu poderia dizer... Hum... C o n s e q u ê n c i a.

Definitivamente conquistar um homem é fácil:
- Seja legal com ele e com os amigos dele.
- Seja simpática e deixe sorrisos e olhares no ar
- Olhe muito para ele e quando ele olhar disfarce.
- Faça de difícil, mas nunca cú doce.

Assim você os terá aos seus pés.
Não é tão difícil assim...
Você quer ver homens aos seus pés?
Fique comprometida!

Até aqui foi fácil. Tenho um namorado, vou à casa do meu namorado, saio com amigos do meu namorado, almoço na casa do meu namorado, conheço o irmão do meu namorado...
Aí mora o problema de ser simpática e sorrir...
Eles apaixonam... Ele apaixona... Ele apaixonou!
Como eu já tenho namorado, se estou no meio dos nossos amigos.. Sorrir e ser simpática é lei!
Mas o maldito do irmão do meu namorado me come com os olhos, e definitivamente: Eu provoco!
Sei ser sexy, sei usar aquele olhar, e faço-o delirar no meu sorriso – BABACA!

O feito e tão grande que quando almoçávamos juntos... [aquele almoço em família, mesa grande, tudo farto. Uma festa!] Eu sempre preciso do molho, [o molho que amo e todos sabem disso] que por coincidência... [Acho que é mais proposital!] Está do lado de quem?... Ah! Do irmão do meu namorado... Ele só pode fazer de propósito... E é claro que vou pedir... Com aquele ar sensual, básico.
E eu quero algo com ele? Claro que não! Mas, provocar é fato.

- Aqueles abraços, [pra mim de cunhado], sorrisos...
Teve um dia que ele não resistiu, pulou como um gato em cima de mim. Rapidamente eu me defendi...
Eu poderia ser tudo, mas não iria trair meu namorado... PUTA QUE PARIU, era o irmão do meu namorado!

Eu gritei! A família veio em peso, todos nos olhavam... Eu disse sem hesitar: “- foi ele”.

Rapidamente eu já me deparava com socos trocados na minha frente, foi horrível!
Dois irmãos, minha culpa?! O que eu fiz? Gritei! Sai de lá correndo e em prantos!
Merda!! Destruí uma família...

Nunca mais voltei lá, nem sei o que aconteceu com o irmão do meu ex-namorado e nem com o próprio.

Foi a partir desse dia que me descobri...

terça-feira, 3 de março de 2009

Cinéfilos




Na conversa ele puxava assunto... gostos parecidos... Que para ela só deu mais vontade de conhecer tudo... Tudo que o rodeava. Ela começava a reparar no sorriso, no olhar, na voz e nos sonhos... Sonhos!!
Ele tinha um sonho...Queria (conjuguei no passado, mas até o presente momento é o sonho dele)... Os olhos dele brilhavam ao falar o que queria ser, mas sempre existe aquela temida frase: “eles querem que eu faça medicina porque dá mais dinheiro”. Não conseguia esconder seu desapontamento. O que iria fazer? É mais fácil mesmo seguir o que está na nossa frente... É mais difícil querer o que está LONGE...
Para que correr o risco do incerto? É mesmo só um sonho? Sonhos são para aqueles que correm atrás para fazer do mínimo o Máximo.
E o sonho dele e talvez o amor dela fossem parecidos... Do tipo improvável, mas nunca impossível...
Mas já ia me esquecendo... Ah... Ele queria ser cineasta (Ela tinha conhecido mais gente que leu a coleção de Harry Potter do que pessoas com sonho de ser roteirista de filmes). E isso chamou atenção dela.
Começou então a viajar no sonho dele, no tipo de filme que ele escreveria... Ficção? Drama? Apostaria até num erótico...
E ela já estava sonhando pra ele, sonhando o sonho dele. Talvez ela tivesse um sonho parecido, porém ainda não revelado a ele. Mas ela soltou na conversa “eu escreveria romance, o amor me incomoda” e suspirou...
E naquele mesmo dia ela iria embora, morava ao longe dali.
Ele passou o endereço dele a ela... E combinaram de trocar cartas... E assim ela escreveria um romance e ele? Ficção?... Cartas essas que nunca foram trocadas... Mas um bilhete, na porta da locadora onde se encontravam todos os dias, a partir do dia que se conheceram.
E o Bilhete esse que dizia assim:

“E aquele menino intrigante que arrancou suspiros da moça talvez nem saiba que ela se apaixonou por ele. Talvez nem saiba que ela se apaixonou pelos olhos, sorriso, pela voz e é claro pelo seu sonho. E talvez ele nem fique sabendo e mesmo se ficar, ela estaria tão longe... quanto seu sonho”.

Quando ele leu, esperou ela voltar. Mas ela nunca mais voltou, nem escreveu. E ela não soube que era só ela querer que tudo começaria a acontecer...
E ele não teve nem a oportunidade de dizer: luz, câmera ação!

domingo, 1 de março de 2009

Era Back


Lembrei-me de alguns dos nossos momentos!
Daquela nossa vidinha! Simples e inesquecível!
Daqueles nossos planos? É... Muitos planos!
Deu ate vontade de chorar...
Em pensar que hoje nem somos tão unidos como fomos,
vejo alguns de vocês no MSN! Muito ocupados...
E outros nem vejo mais...
Cada um fazendo aquela nossa vidinha se tornar uma vida!
Éramos sem o que fazer, literalmente!
O MELHOR TEMPO DA MINHA VIDA!

Parecia um grupo de trabalho... Que tinha hora marcada pra se encontrar...
Que era sempre, sempre aquilo ali... E mesmo na monotonia queríamos mais.
Estamos todos agora tomando um rumo, uma VIDA...

Só que esquecemos dos nossos planos...
Que dia vou ver vocês?
Que dia vamos nos encontrar de novo no mesmo horário?
Que dia vamos falar do nada?
Que dia vamos rir... Ate rachar?
Que dia??
Não sei!...

Sei que o que vivemos na minha memória é pra sempre!
Mesmo que o tempo mude, as coisas mudem... É na verdade mudaram.
Eu ainda choro, quando lembro que a distancia nos separou pelo tal rumo na vida que nossos pais mandam à gente tomar. Mas a amizade para sempre nos nossos corações permanecem.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Um dia de chuva, aquele dia e minha terapia ocupacional.


Eu ficava no meu mundo, na minha terapia ocupacional, na minha idéia insensata, na minha pacata ilusão, naquilo que eu achava que era bom pra mim..
Naquilo que eu me matava.
Meus amigos me alertavam, eu sabia que era loucura, mas nada me curava. E não adianta o quanto falavam, pra mim era aquilo...
Até um dia que a gente percebe que não era nada daquilo em que a gente se iludia...
Até um dia que a gente percebe que existem realmente outras pessoas que nos arrancam verdadeiros sorrisos.
Até um dia que a gente percebe que saímos só pra dançar... e tudo pode acontecer.
E um dia a gente percebe que existem pessoas por quem VALE A PENA lutar, pelo simples fato de nos fazerem tão bem.
E esse dia a gente percebe que sofrer não é o melhor remédio e que para ser feliz basta querer!!
Por minha causa e por sua causa, eu resolvi lutar contra a minha terapia ocupacional, na minha idéia insensata, na minha ilusão pacata.
E se você não consegue lutar contra a maré, mas também não vai nela, para que abandonar o barco??
Sei muito bem o que sente por mim. Só não acho certo você abandonar o barco e nadar com todos os peixes sem saber qual vai comer pra sobreviver.
E se gosta de mim como você diz, se você pensou tanto e decidiu um dia ficar comigo... Por que não luta por mim?? O tempo é o senhor das emoções. Ele cura!
Se você já está dentro do barco, por que sair?
Quando você pulou do barco ele continuou a navegar e voltou ao porto de onde não deveria ter saído.
Até o dia em que se percebe que não adianta levar um passageiro - tem que se levar O passageiro.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

- ' Incógnita


Era uma vez ela e ele. Quem saberia dela se não existe ele? Quem saberia dele se ele nunca tivesse conhecido ela?
Conversaram pessoalmente pela primeira vez na segunda vez que se viram. Tremiam tanto que duvidaram de todo o mundo que existia por detrás deles e acreditaram no destino que os uniu naquele momento que a música tocava. A música que embalou futuras declarações em público, a música que foi o começo de uma grande conversa... essa conversa que se prolongava cada vez mais...
Não teve um dia em que não se falaram... Ele sabia tudo dela, por mais que ela não queria que ele soubesse... Ela contava por meio de histórias.
História de um futuro e de cada dia, de cada passo, de cada momento;ele sabia de tudo, sabia que ia se apaixonar, sabia que era um amor impossível - já que toquei no assunto: talvez por não poder ser dele, ela o quis?
No fundo podia ser talvez só um desejo por ele. E ela sabia que ele a amava, ele demonstrava isso a cada dia. Ele não tivera medo de se declarar e talvez por isso ela sempre fora superior a ele. Ela está estável e ele a mercê dela, dos beijos na sorveteria, dos abraços apertados na saída da faculdade - onde a esperava para vê-la - do perfume sentido quando se tocavam. Um quebra cabeça onde as peças já se encaixavam, mas eles o bagunçaram.
Ele e Ela que tinham tudo para ser felizes. Para ele a história de amor mais bonita.
E até hoje não sei o que ela sentia (talvez uma fuga contra seu desejo).
Eles seriam felizes, a história até começou com era uma vez, quem seria contra terminar com felizes para sempre? Mas eu não contei: ela namorava e não o deixaria... e ele sabia disso, porém se curvava aos beijos dela quando ela o desejava. Ela sempre superior e ele abaixo... Ele a amava com todas as forças que tinha. E ela... Que sentimento era aquele?
Falta de coragem? Insegurança? Medo? Ódio? Nem ela sabia... Quanto mais ele...

Até que um dia tudo estava indo longe demais. Nunca mais se falaram depois de um briga; ele disse que por mais que ela não o desse valor, ele jamais a esqueceria e um dia se casaria com ela. Ele tinha tanta certeza do amor deles que a esperou.
Passaram-se cinco anos, ela médica, trabalhava em um hospital da cidade e ele hoje um empresário, tinha seu escritório próximo ao hospital.
Ele a observava todos os dias quando saia do trabalho. Ele, um cara bonito e simpático tinha seus casos, seus namoros, até paixões, mas nunca conseguiu esquecê-la. Ela ainda namorava mas ele duvidava que ela nunca mais tivesse pensado nele. Eles ainda trocavam olhares quando se cruzavam por acaso, e talvez ainda tremessem, como da primeira vez. A ilusão dele o cobria de esperança... E a face dela uma incógnita.
Logo ele soube que ela terminara o namoro. O único impedimento? Naquela situação talvez, se passaram cinco anos, muita coisa mudou, ele a esperara e todo dia quando a via sair do trabalho seu coração palpitava na mesma intensidade; quando soube que o impedimento não mais existia não soube o que fazer.
Iria comemorar o término? Ou iria consolá-la? Mas eram cinco anos sem se falar, aqueles mesmos que se falavam sempre.
Ele sem saber o que fazer foi até a porta do hospital. Ainda faltava horas para ela sair, ele desistiu de falar com ela e quando voltava calmamente ao seu escritório um carro o atropelou, mandando-o a três metros de distância, sobreviver naquelas circunstâncias era sorte.
Sangrava muito, mas tinha consciência e mexia os olhos como se quisesse falar algo, chorava muito também, chegou tão perto e iria acabar assim... Entrou no hospital às pressas, movimentava apenas os olhos e a boca.
E ela por acaso entrou no seu leito. O reconheceu.
Foi até ele... Chorava. Olhava-o sempre da mesma forma, como se guardasse dentro dela tudo que eles teriam que ter vivido. Por cima, ela apertou a mão dele e disse: “Eu sabia que iria te encontrar de novo, por mais que duvidasse das suas palavras e atitudes” e em alguns suspiros ele disse: “Nós nos encontramos por acaso e terminaria assim também, eu te esperei por todo esse tempo sem saber se seria um dia minha... Se um dia perguntarem a ti se era amor, diga a eles que eu nunca consegui explicar o que sentia porque eu senti só com você, mas era bem como ter fragmentos de felicidade toda vez que estávamos juntos... Era não ter vontade de 'chutar a bola' quando me encontrava de frente a ela. Eu te amo”.
E ele morreu naquele instante.
E só assim ele ficou acima dela... No céu observando-a como sempre o fez.
E ela não se arrependeu da escolha que fez (era o que qualquer pessoa sensata teria feito na época... mas talvez hoje...); e sabendo que ele a amava deveria ter dito o mesmo a ele - pois sempre o amou. Mas ela não o fez. Porque ele compreendia seu olhar. Então para que uma longa explicação?