segunda-feira, 7 de junho de 2010

Tempo

FIM. Acho que não pedi muito, mas o que eu pedi você não pode me dar e assim você nunca me daria o suficiente. De tempo já havia me pedido e como então esperado seu texto está aqui agora e te disse só o fim vem parar aqui. E sem começo te respondo a pergunta que você sempre me perguntou é o fim? É o fim.
Primeiro você quis apostar sobre o amor de tudo não sei quem ganhou, mas você perdeu. E acaba sendo também engraçado você caiu tão feio por um alguém e eu jamais caí assim, não porque eu amei menos, mas porque quando eu amei... eu já sabia falar.
Eu te observei muito durante esse tempo e eu só entrei na sua vida para você aprender a não julgar ninguém porque você também sabe fazer igual. E fez. Você me machucou com palavras e eu guardei todas as minhas porque um dia eu ia usá-las. E não chore quando ouvi-las.
Era dia do casório tínhamos amigos presentes, padrinhos e madrinhas. Teve despedida de solteiros, dia da noiva... Preparação. Enfim era hoje e eu te vi. Vi você feliz preparando outro casamento e então só me restava desejar...
Eu te desejo...
A felicidade, não adiantava sorrir se a noite você dormia chorando...
E antes de dormir chorando rasgue as palavras de um sertanejo do papel que é guardado numa caixinha com dinheiro no quarto. E lembre-se que nenhuma história de amor começa com o fim.

domingo, 2 de maio de 2010

Quem sabe o fim da história...

Eu te abracei por dez vezes.
Eu acreditei na gente por nove vezes.
Eu pensei em ser feliz de novo por oito.
Eu quis ser sua por sete.
Eu te liguei por seis.
Eu desviei do meu caminho, ainda, por cinco vezes.
Eu briguei com você por quatro vezes.
Eu falei com você, quando não podia, por três.
Eu te vi chorar por duas.
Eu te odiei... por um instante.

Eu vou lembrar de você para sempre...

sexta-feira, 23 de abril de 2010

As três Marias já não brilham mais

Você achou que eu não te entendia. Você falava sobre estrelas, céu e que tinha um telescopio.
Eu... só te ouvia em silêncio e era para as três marias que olhavamos quando você disse: "Você não está entendendo nada né?", mas eu estava.

Eu já tinha estudado um pouco sobre costelações... Acho interessante, mas não quis falar muito. Estrelas guardam momentos e não queria ter lembranças daquele momento.

O que foi inevitável uma semana depois, quando no mesmo local eu olhava para elas: As três marias; e você não estava lá ao meu lado. Não que eu soubesse que você não fosse estar... Mas 'Minhas três Marias' nunca estavam e não foi diferente.

Procurei no céu, mas não dava para ver direito. No fundo eu sabia que ela estava lá junto com as outras estrelas, brilhando muito longe que quase não dava para vê.

As três Marias já não brilham mais...como antes!

terça-feira, 16 de março de 2010

Ao seu lado...

Por mais que eu lutasse para não pensar em você, eu nunca lutei para te esquecer. Mas percebi que não era questão de lutar eu não saberia mais te esquecer. Não era algo de poder arrancar e dizer: Foi bom, valeu, adeus! Você já fazia parte de mim, você é a melhor parte de mim...

Sempre quis dizer tanta coisa, mas no dia que eu tentei só conseguir chorar...
Talvez... Porque eu sabia que não adiantaria eu falar o que sinto, se você não poderia sentir o mesmo.

Naquele momento tentei pedir a Deus para ter você comigo, que eu iria cuidar bem de você. No fundo... acho que ele me ouviu...

Eu sempre pedi para que esses momentos durassem para sempre ou, se não fosse possível, que eu parasse de existir quando acabasse.

Muitas vezes tenho medo de não tentar ser algo pra você... e outras tenho medo de não ser tudo que você merece.
Eu só queria poder acordar e que você estivesse ao meu lado, mas conto de fadas são para princesas e eu não sou uma delas!!


Queria que tivesse sido diferente, não foi... mas quem disse que acabo?


E nos dias que eu sinto medo, raiva ou qualquer coisa parecida é você que me acalma, quando to alegre, feliz é você que está ali comigo... E é nesses momentos percebo o tanto que queria viver...


Ao seu lado...


Eu te amo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Uma carta para DEUS.

Sempre acreditei que a vida era feita de fases e que o mundo dava voltas.
Podiamos passar por dificuldades, superar e isso viraria um ciclo, de altos e baixos e chamariamos de vida.
Nem sempre ganhamos, nem sempre temos o que queremos, mas um dia isso muda e muda de novo. Mas um dia percebi que a única coisa certa da vida era a morte. Mesmo sabendo para onde eu vou e o que encontraria depois desse ciclo chamado vida, eu a temo. Temo, pois não concordo em bons morrerem jovens, morrer é necessário, mas quando já viveu.
Mas na verdade estou aqui para fazer um pedido e como sempre, como quase todas as noites eu faço, um pedido não para mim e sim para os outros.
Desde de pequena pedi para o SENHOR. Pedia que todas as pessoas tivessem abrigo, que nenhuma passasse fome, que todas tivessem força para levantar no outro dia e viver.
Quando cresci vendo tudo isso não acontecer, pedi que o SENHOR existisse. E com várias teorias tentei provar que o SENHOR estava apenas na cabeça de quem precisava de você. Mas depois percebi que tinhamos comida para alimentar o mundo, abrigo para todos e percebi que por mais que fosse difícil, nossos olhos abriam logo cedo. E assim vi que todos meus pedidos foram atendidos, só que nós humanos não sabiamos usar corretamente o que nos foi dado.
Se não for pedir demais te peço mais um único pedido: Deixa-a viver!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Em transe

Se você parar pra pensar existem pessoas que morrem de repente: Bala perdida, acidentes, aneurisma, ataques fulminantes, doenças não descobertas, mortes súbitas... Ao vermos essas mortes ficamos sem reação, sem saber o que aconteceu ou o porquê que aconteceu e isso demonstra o quanto somos súditos de nos mesmos ou do destino. Tem vez que a vida passa na frente dos olhos, ocorre quando você se salva de algum acidente, doença, bala perdida... Você renasce.
E descobre que você não controla nada e percebe que o próximo dia pode não chegar e passa a da um valor maior na sua vida e deixar as pessoas que você ama com palavras de conforto.

Eu procurava algo naquela luz no céu. Olhava tão fixamente para a luz que não me dei conta de algo se aproximando. De repente ouvi gritos e corri.
Naquele momento eu precisei correr como nunca havia precisado, corri sem pensar.
E vi tudo em câmera lenta, olhei para tudo e via escuridão... Segundos após via a vida de novo em meus olhos. Não foi como morrer, assim não lembro qual é a sensação da morte. Meu coração não bateu acelerado; minha mente não pensou, minhas pernas apenas correram, mas algo de mim ficou parado naquela cena.

Eu não acreditava que estava viva, mas também não acreditava que eu iria morrer. Minha mente simplesmente parou. Às vezes dá vontade de chorar, dá vários calafrios e, se fechar os olhos, o que poderia ter acontecido torna-se cada vez mais próximo. E se... E se... Pronto to aqui agora, mas aquela minha sensação não se descreve em palavras...

No fim da noite depois de quase morrer... Morri, mas naquele momento morria de amor, um segundo de cada vez... A cada sorriso, gesto, palavra, seu cheiro, a cada olhar... E assim um pouco de mim ia embora. E o pior quando tudo era real... Quando eu ouvia ‘queria te beijar agora’ ou quando te roubava beijos em lugares perigosos em que poderíamos ser vistos, mas morrer de amor era muita adrenalina para meu coração! Ainda sinto seus beijos... Seus últimos beijos ao lado do carro no chão do asfalto escuro.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Déjà vu

Doze horas sentidas por um coração de pulso repentino e descontrolado. Como se todo o acontecido fosse apenas segundos passados na mente e nada mais. Lembrando de cada segundo já vivido. Me assustava...Pois talvez eram lembranças passando estranhamente pelos meus olhos e assim lutava para fazer diferente, mas não se muda o destino.

Ainda duvido de algo tão por acaso e por isso arrisco que foi uma vingança de um passado amargo. Um passado branco apenas. Tudo está feito e não tem como voltar atrás.

Foram 12 horas de tudo que poderia ter acontecido do amor ao ódio, fechamos o ciclo que não deveria ter surgido. Porem ainda creio que ainda exista amor na face da terra. Não esse amor, mas algum por ai que teve coragem de se arriscar pela vida passageira e pelas diferenças que encontramos dentro do profundo particular.

No final restaram quadro coisas: A primeira, que não importa o quanto queremos que de certo, tudo na vida pode da errado. Segunda, havia uma parte que eu não queria aceitar – e eu não sabia que poder essa parte teria- e essa parte só tinha sede de prazer. Terceira não importa quanto o inicio seja perfeito ele sempre vai acabar e talvez não do jeito que queremos. E quarto e último sempre fica um pouco de saudade de algum momento.

E isso talvez não tenha importância, pois seguiremos vidas opostas, vidas que não se encontram como as tais linhas paralelas que, existindo no mesmo plano, nunca se tocam. Mas ainda fica a sensação de já ter visto isso antes.