domingo, 30 de janeiro de 2011

Convite

-Você pode soletrar se quiser...
- Adivinha , aposto que sabe,
- Soletra e vou adivinhando!
- E... U..
- Eu!
- E..S
- Estou!
- Isso!
- A...P..A.I.X.O.N.A.D.A!
- Por mim?
- É.
- Eu queria te abraçar agora.
- Eu também.
- Hoje é dia 31, se eu te pedir em namoro hoje... Como iriamos comemorar nos mês de fevereiro, abril, junho, setembro e novembro?
- kkk você é engraçada... mas quer saber também não sei.Então deixa pra amanha...
- Não deixo para amanha algo que posso fazer hoje!
- Mas já sabe a resposta da sua pergunta?
- Não. Mas eu quero te da um presente.
- Agora?
- É. Quero que cuide muito bem.
- Vai ser meu? só meu?
- É presente. É seu presente.
- Então eu quero
- Aqui está dentro dessa caixa congelado. É seu agora.
- É seu coração?
- Agora é seu.
- Você não tem medo?
- Claro, mas só vou saber tentando.
- Então tente!
- Você vai cuidar?
- Sim.
- De coração?
- Do fundo dele!
- Aproposito, isso sim é um convite!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Hoje... Eu também não sei do tempo.

Quando você chegar, vou estar na sua porta, tendo muito para falar. Mas, vou acabar te ouvindo. E você vai contar tudo... Como se nada tivesse acontecido...
Como se palavras fossem algo que se perde no vento, como se não machucassem, como se eu nunca tivesse realmente acreditado em qualquer sussurro seu...
Ah! Se palavras fossem apenas uma brincadeira de roda, na qual independente da música que estaríamos cantando... Nós não poderíamos soltar as mãos.
Ah! Se palavras fossem apenas uma história de contos de fadas, que se um dia tirassem o sono ainda nos fizessem sonhar.
Até agora tenho suas palavras, sem ritmo, sem sonho. Palavras de medo, de brincadeira de criança.
Ah... Se eu nunca tivesse reparado no seu abraço, que sem mais pretensões me aquecia. Se perto de você eu não fosse a mais tímida, se seu olhar não tivesse cruzado o meu. Talvez eu não tivesse me apaixonado.
Se eu não ouvisse seu nome em todo lugar que passo, se eu não lembrasse dos seus sorrisos... Se eu nunca tivesse ido atrás de você e desistido quando apenas te vi ou quando roubaram a cena e ouvi seu nome e seu sotaque diferente e eu apenas sorri.
Se eu tivesse desistido ou te esquecido, mesmo apenas com suas vagas palavras, eu hoje eu sei que eu não me perdoaria.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Meu amor do ano quem vem

Mais um ano que se vai. E descobrir pela minha neurose que: Ligando os astros você viria ano que vem isso se minha realidade não matasse o futuro.
Um olhar, uma busca... Encontros e desencontros e bombons abertos jogado na mesa do computador e cartas espalhadas ao lado.
O dia já amanhecia e eu não tinha um conto de fadas ou um texto complexo em mente.
Mas tinha uma história, uma dúvida e uma resposta.
A historia é o passado.
A dúvida é o futuro.
A resposta o presente.
E assim as respostas passavam na minha frente, as dúvidas eu tinha nos meus dias ruins e as histórias nos momentos solidão.
Meu futuro inesperado, meu passado vivido e meu presente arrastado.
E quando acaba a primavera e começa as chuvas e o calor, pessoas comprando, gastando, e viajando já se sabe que vai acabar. Acabar o dia e começar outro. Outros com novas esperanças, novos sorrisos...
Enfim, a vida pode nos enganar, mas para que exista um enganador existe um enganado.
E para um enganado existe uma mentira... E para cada mentira existe um olhar e para cada olhar existe o sofrimento e para cada sofrimento existe a vontade de começar de novo. Como um novo ano.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Outubro

O menino sem voz e o olhar sem resposta; ele até tentava em expressões, no olhar, no riso ou mesmo no choro que saia uns ruídos, mas falar ele não conseguia.
E foi assim dia apos dia... Ás vezes ele ria, chorava, soluçava, pensava no que ele construiu e vinha conquistando.
Ele tinha alcançado muita coisa e não perdeu nada do que tinha e assim o fazia especial.
- Ei menino, diga o que eu quero ouvir?... Menino? Menino?...
Ele foi embora. Será que um dia ele volta?
Dias depois a menina viu o menino... Eles trocaram sorrisos, como sempre.
Ele foi gentil, educado... e foi embora...
- Ei menino, diga o que eu quero ouvir?... Menino? Menino?...
Ele foi embora. Será que um dia ele volta?
E passaram meses... E a menina passava pelos mesmos lugares todos os dias na esperança de vê ele novamente.
Passaram-se anos e a menina ainda indagava: Será que ele volta?
Anos depois a chance eles se encontraram e o menino falou e falava muito, falava tanto sobre tudo, tudo que conheceu em suas viagens, o que tinha feito esse tempo todo.
Contou tudo. Falou que tinha se apaixonado, mudado, amado...
Logo apos a menina se pos a sorrir, querendo chorar, deu-lhe um abraço e disse que estava feliz; estava feliz, pois o menino estava feliz.
E ela disse pela ultima vez:
- Ei menino, diga o que eu quero ouvir?... Menino? Menino?...
Ele foi embora. Será que um dia ele volta?
O menino foi até a sua casa pegou o primeiro papel de chocolate que a menina tinha lhe dado e disse:
- Ei menina, agora eu sei como agir... Menina? Menina?...
Eu nunca fui embora daqui. E ele apontou pro coração.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Progressivo

Era primavera, a lua estava cheia e por fim ventava.
Ventava pela janela meio aberta em um quarto meio escuro e assim fazia meia sombra nos olhos que brilhavam ao olhar para o espelho.

E ali ficou sem conseguir dormir olhando para tudo que poderia acontecer se... E ali ficou parado, pensando em tudo que aconteceu.

Sorriu, ele não poderia mudar nada e se sentia vivo ao ouvir o barulho do tempo. Um tempo que passou e passava a cada suspiro de amor ou indignação;

Então levantou e correu para onde o vento não entrasse pela janela, mas que batesse no seu corpo; Ele chegou ao ponto mais alto da cidade e quis correr para o horizonte e foi, mas ele parou e pensou que não adiantaria o quanto corresse, existiria sempre uma falta, que ele então desejaria ir atrás e por fim ele descobriu que a falta e a busca iria sempre acompanha-lo.

Então ele voltou, subiu devagar abriu a porta beijou seus dois filhos, foi ate seu quarto e sua esposa o olhou ele sorriu e disse: Eu te amo.

domingo, 1 de agosto de 2010

A História de algo INCONFUNDÍVEL.

Início
Improvável
Inexplicável
Inexorável
Insegurança
Impaciente
Inconsciente
Insanidade
Importante
Inesperado
Injusto
Instante
Inesquecível

quinta-feira, 1 de julho de 2010

É Samba?

Você me lembra o SAMBA. Isso me surpreendeu, você realmente me conhecia.
Samba: Uma melodia alegre para uma letra triste,uma contradição... E assim eu me definiria também.

E eu que não tenho ritmo para música, para canto, para vida...
Ser melodia, letra, som, voz, pensamento, dia a dia...Ser humana... Ser mulher...
Complicada, tensa, triste, alegre, sorrir, viver. Isso me confundia.

Samba tem história, tem raiz, tem vibração. Normalmente as pessoas sentem... só, a melodia, por isso que dançam. E dançam comigo, são felizes pelo menos por um instante. Dificilmente você vai ficar perto de mim e não rir,dançar...
E assim levo a vida na melodia que quero, que sinto o sorriso das pessoas...
Mas a letra é a alma da música. E leio a minha todos os dias...
Leio e releio e as vezes esqueço que tudo fica escrito de alguma forma.