sexta-feira, 23 de abril de 2010

As três Marias já não brilham mais

Você achou que eu não te entendia. Você falava sobre estrelas, céu e que tinha um telescopio.
Eu... só te ouvia em silêncio e era para as três marias que olhavamos quando você disse: "Você não está entendendo nada né?", mas eu estava.

Eu já tinha estudado um pouco sobre costelações... Acho interessante, mas não quis falar muito. Estrelas guardam momentos e não queria ter lembranças daquele momento.

O que foi inevitável uma semana depois, quando no mesmo local eu olhava para elas: As três marias; e você não estava lá ao meu lado. Não que eu soubesse que você não fosse estar... Mas 'Minhas três Marias' nunca estavam e não foi diferente.

Procurei no céu, mas não dava para ver direito. No fundo eu sabia que ela estava lá junto com as outras estrelas, brilhando muito longe que quase não dava para vê.

As três Marias já não brilham mais...como antes!

terça-feira, 16 de março de 2010

Ao seu lado...

Por mais que eu lutasse para não pensar em você, eu nunca lutei para te esquecer. Mas percebi que não era questão de lutar eu não saberia mais te esquecer. Não era algo de poder arrancar e dizer: Foi bom, valeu, adeus! Você já fazia parte de mim, você é a melhor parte de mim...

Sempre quis dizer tanta coisa, mas no dia que eu tentei só conseguir chorar...
Talvez... Porque eu sabia que não adiantaria eu falar o que sinto, se você não poderia sentir o mesmo.

Naquele momento tentei pedir a Deus para ter você comigo, que eu iria cuidar bem de você. No fundo... acho que ele me ouviu...

Eu sempre pedi para que esses momentos durassem para sempre ou, se não fosse possível, que eu parasse de existir quando acabasse.

Muitas vezes tenho medo de não tentar ser algo pra você... e outras tenho medo de não ser tudo que você merece.
Eu só queria poder acordar e que você estivesse ao meu lado, mas conto de fadas são para princesas e eu não sou uma delas!!


Queria que tivesse sido diferente, não foi... mas quem disse que acabo?


E nos dias que eu sinto medo, raiva ou qualquer coisa parecida é você que me acalma, quando to alegre, feliz é você que está ali comigo... E é nesses momentos percebo o tanto que queria viver...


Ao seu lado...


Eu te amo.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Uma carta para DEUS.

Sempre acreditei que a vida era feita de fases e que o mundo dava voltas.
Podiamos passar por dificuldades, superar e isso viraria um ciclo, de altos e baixos e chamariamos de vida.
Nem sempre ganhamos, nem sempre temos o que queremos, mas um dia isso muda e muda de novo. Mas um dia percebi que a única coisa certa da vida era a morte. Mesmo sabendo para onde eu vou e o que encontraria depois desse ciclo chamado vida, eu a temo. Temo, pois não concordo em bons morrerem jovens, morrer é necessário, mas quando já viveu.
Mas na verdade estou aqui para fazer um pedido e como sempre, como quase todas as noites eu faço, um pedido não para mim e sim para os outros.
Desde de pequena pedi para o SENHOR. Pedia que todas as pessoas tivessem abrigo, que nenhuma passasse fome, que todas tivessem força para levantar no outro dia e viver.
Quando cresci vendo tudo isso não acontecer, pedi que o SENHOR existisse. E com várias teorias tentei provar que o SENHOR estava apenas na cabeça de quem precisava de você. Mas depois percebi que tinhamos comida para alimentar o mundo, abrigo para todos e percebi que por mais que fosse difícil, nossos olhos abriam logo cedo. E assim vi que todos meus pedidos foram atendidos, só que nós humanos não sabiamos usar corretamente o que nos foi dado.
Se não for pedir demais te peço mais um único pedido: Deixa-a viver!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Em transe

Se você parar pra pensar existem pessoas que morrem de repente: Bala perdida, acidentes, aneurisma, ataques fulminantes, doenças não descobertas, mortes súbitas... Ao vermos essas mortes ficamos sem reação, sem saber o que aconteceu ou o porquê que aconteceu e isso demonstra o quanto somos súditos de nos mesmos ou do destino. Tem vez que a vida passa na frente dos olhos, ocorre quando você se salva de algum acidente, doença, bala perdida... Você renasce.
E descobre que você não controla nada e percebe que o próximo dia pode não chegar e passa a da um valor maior na sua vida e deixar as pessoas que você ama com palavras de conforto.

Eu procurava algo naquela luz no céu. Olhava tão fixamente para a luz que não me dei conta de algo se aproximando. De repente ouvi gritos e corri.
Naquele momento eu precisei correr como nunca havia precisado, corri sem pensar.
E vi tudo em câmera lenta, olhei para tudo e via escuridão... Segundos após via a vida de novo em meus olhos. Não foi como morrer, assim não lembro qual é a sensação da morte. Meu coração não bateu acelerado; minha mente não pensou, minhas pernas apenas correram, mas algo de mim ficou parado naquela cena.

Eu não acreditava que estava viva, mas também não acreditava que eu iria morrer. Minha mente simplesmente parou. Às vezes dá vontade de chorar, dá vários calafrios e, se fechar os olhos, o que poderia ter acontecido torna-se cada vez mais próximo. E se... E se... Pronto to aqui agora, mas aquela minha sensação não se descreve em palavras...

No fim da noite depois de quase morrer... Morri, mas naquele momento morria de amor, um segundo de cada vez... A cada sorriso, gesto, palavra, seu cheiro, a cada olhar... E assim um pouco de mim ia embora. E o pior quando tudo era real... Quando eu ouvia ‘queria te beijar agora’ ou quando te roubava beijos em lugares perigosos em que poderíamos ser vistos, mas morrer de amor era muita adrenalina para meu coração! Ainda sinto seus beijos... Seus últimos beijos ao lado do carro no chão do asfalto escuro.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Déjà vu

Doze horas sentidas por um coração de pulso repentino e descontrolado. Como se todo o acontecido fosse apenas segundos passados na mente e nada mais. Lembrando de cada segundo já vivido. Me assustava...Pois talvez eram lembranças passando estranhamente pelos meus olhos e assim lutava para fazer diferente, mas não se muda o destino.

Ainda duvido de algo tão por acaso e por isso arrisco que foi uma vingança de um passado amargo. Um passado branco apenas. Tudo está feito e não tem como voltar atrás.

Foram 12 horas de tudo que poderia ter acontecido do amor ao ódio, fechamos o ciclo que não deveria ter surgido. Porem ainda creio que ainda exista amor na face da terra. Não esse amor, mas algum por ai que teve coragem de se arriscar pela vida passageira e pelas diferenças que encontramos dentro do profundo particular.

No final restaram quadro coisas: A primeira, que não importa o quanto queremos que de certo, tudo na vida pode da errado. Segunda, havia uma parte que eu não queria aceitar – e eu não sabia que poder essa parte teria- e essa parte só tinha sede de prazer. Terceira não importa quanto o inicio seja perfeito ele sempre vai acabar e talvez não do jeito que queremos. E quarto e último sempre fica um pouco de saudade de algum momento.

E isso talvez não tenha importância, pois seguiremos vidas opostas, vidas que não se encontram como as tais linhas paralelas que, existindo no mesmo plano, nunca se tocam. Mas ainda fica a sensação de já ter visto isso antes.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Apenas eu e você

Não me esqueça. Há coisas que acontecem em nossas vidas que existe um porquê, mas não devemos declarar. Nem sempre o rumo das nossas vidas acontece da forma que queremos, mas não podemos desistir de correr atrás dos nossos sonhos.
Preciso que meu futuro seja você por isso luto para que ele aconteça. Eu fui embora, eu sei, mas é porque te quero muito e só longe poderia construir algo.
Voltarei... Só pra te buscar. Pra ficar ao seu lado, frente a frente e nunca mais separar.
E se um dia minhas palavras não corresponderam aos fatos é porque não te queria por uma noite, nem por um dia e sim porque te quero pra sempre...
Nunca esqueci seu rosto, seus beijos, seus carinhos e mimos...
Ainda lembro da sua face triste dando adeus por fora do avião e seu jeito sereno de não saber quando iríamos nos encontrar novamente. Eu confusa voltando para onde não deveria voltar, mas teria que voltar.
Quando voltei para onde nosso futuro está, percebi que às vezes é preciso sofrer para ter o que quer e hoje eu que choro... Um choro de certeza que preciso da sua voz, de seus suspiros, da sua saudade... De você meu amor.
Eu sei que sente o mesmo que eu sinto. É amor, é recíproco e verdadeiro, é eterno. É apenas eu e você.

PS: Resposta ao texto "Lembranças dessa viagem " postado nesse blog.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

A garota sem sentidos e o príncipe encantado.

Surda, muda e cega. Ela era apenas uma garota linda, como todas do reino.Mas apenas uma servente do palácio que ajudava a tricotar, pois era a única coisa que podia fazer no reino.
E nesse reino vivia o grandioso príncipe, bem humorado, conhecido por todos e amado por muitos, sincero, entre outras varias qualidades.
Ele não escondia o desejo que sentia por ela. Lutava com toda a força que tinha para que sua família não o impedisse de encontrá-la.E escondidos se sentiam.
De qualquer forma ele sempre queria vê-la. Mas, ela sabia que ele se arriscava demais e que se o pegassem ele poderia ser morto por sua propria família. E assim ela o evitava. Ele triste, mas mesmo assim mandava cartas por debaixo da porta para ela... Cartas essas nunca lidas.
Ele sussurrava na fechadura palavras... Nunca ouvidas.
Ele ouvia um choro. Era apenas o choro. Choro de um passado que a perturbava.
Ela nunca ouvia nada...
Ele poderia ir contra tudo e todos, mas contra ela era impossível, se ela não o queria não teria como alcança-la.
E todas as possibilidades iam se distanciando...
Talvez o melhor mesmo fosse que o príncipe casasse com uma princesa, alguém da alta nobreza. Ou Alguém... Que não fosse ela.
Todos diziam que família de nobres tinham que casar com as famílias ricas, poderosas de um outro reino para se expandirem. E o príncipe casado com uma plebéia, era impossível de se admitir.
E ela talvez nem o amasse... E nem ficariam juntos para sempre.
Ele desistiria... Sim desistiria.
Porem um dia ela o quis, um dia comum, apenas um dia. Ela o desejou e abriu a porta do quarto, ele a levou para um local longe que ninguém pudesse incomodar. E ali mesmo tiveram a sua noite, depois beberam Martine e deitaram na cama de lençóis amarelos. Ao amanhecer chovia... Ela levantou...
Escutou o choro.
Viu sangue.
E disse adeus.